terça-feira, 30 de junho de 2009

Texto: Os problemas cognitivos envolvidos na construção da representação escrita da linguagem




Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Faculdade de Educação da Baixada Fluminense
Disciplina: Tendências Atuais do Ensino de Língua Portuguesa I
Prof.Dr. Ivan Amaro
Aluno: Leon Ursus Camilo



FERREIRO, Emilia. Os problemas cognitivos envolvidos na construção da representação escrita da linguagem. IN: Alfabetização em processo. 18. ed, São Paulo, Cortez, 2007.



A princípio Ferreiro argumenta que a teoria de Piaget serviu como inspiração para sua pesquisa sobre leitura e escrita, além disso, diz também que a teoria de Piaget não pode ser reduzida a uma descrição de níveis sucessivos de organização, pois deste modo estaria se esquecendo da indagação principal que norteia a obra de Piaget, que é como se passa de um estado de menor conhecimento para um estado de maior conhecimento?
Para tanto faz-se necessário procurar identificar os modos de organização relativamente estáveis, que podem caracterizar os níveis sucessivos de conhecimento em um dado domínio. Entretanto, o problema central é compreender os processos de passagem de um modo de organização conceitual a outro, ou seja, analisar a construção do conhecimento.
Neste sentido a autora afirma que é necessário compreender a lógica interna dos modos de organização e as razões da substituição de um modo de organização por outro, ou seja, os processos de construção do conhecimento. Tendo em vista que há uma serie de modos de representação que precedem a representação alfabética da linguagem. Esses modos de representação pré- alfabéticos se sucedem em certa ordem: primeiro vários modos de representação alheios a qualquer busca de correspondência entre a pauta sonora de uma emissão e a escrita; depois, modos de representação silábicos (com ou sem valor sonoro convencional) e modos de representação silábico - alfabético que precedem regularmente a aparição da escrita regida pelos princípios alfabéticos. (p.10).
Ferreiro trabalha no texto, com a explicação detalhada de somente um dos muitos problemas cognitivos que pode ser identificado no desenvolvimento da leitura e da escrita: a relação entre o todo e as partes que o constituem.
A coordenação das partes com o todo começa a ser problemática a partir do momento em que se estabelece a hipótese da quantidade mínima, um exemplo disso é apresentado no texto quando a autora relata que, cada letra pode representar um objeto seis letras para um conjunto de seis maçãs, quatro letras para um conjunto de quatro tomates, ou seja, cada letra representa um objeto, no entanto, esta solução não é satisfatória, chega ser até mesmo contraditória a hipótese da quantidade mínima, pois quando se escreve o nome de um único objeto, uma só letra não é suficiente.
Quando as crianças utilizam três letras para escrever gato o plural se obtém repetindo duas ou três vezes a mesma serie inicial, conforme o numero de gatos em questão. Quando começam escrevendo diretamente um nome no plural, uma letra basta para representar um objeto. No entanto, quando começam escrevendo um nome no singular e, em seguida, escrevem seu plural, uma letra não basta para representar um objeto. É o principio da quantidade mínima que esta sendo aplicado em ambos os casos.
A autora argumenta acerca da hipótese silábica, Quando a escrita representa uma relação de correspondência termo a termo entre a grafia e as partes do falado, a criança se encontra na hipótese silábica. O aluno começa a atribuir a cada parte do falado (a sílaba oral) uma grafia, ou seja, uma letra escrita. Quando a hipótese silábica esta em seu apogeu, as crianças necessitam de letras diferentes para diferentes escritas, tanto quanto necessitam de letras diferentes para uma única escrita. É apresentado o principio da variação interna cujas características são as seguintes evita a repetição da mesma letra ou do mesmo grafema mais de duas vezes, as crianças começam a perceber neste desenvolvimento que não se pode ler coisas diferentes com series idênticas de elementos gráficos.
A hipótese silábico-alfabética corresponde a um período de transição no qual a criança trabalha simultaneamente com duas hipóteses: a silábica e a alfabética. Ora ela escreve atribuindo a cada sílaba uma letra, ora representando as unidades sonoras menores, os fonemas. Quando a escrita representa cada fonema com uma letra, a criança se encontra na hipótese alfabética. Nesse momento, os alunos ainda apresentam erros ortográficos, mas já conseguem entender a lógica do funcionamento do sistema de escrita alfabético,

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Reflexão do texto Praticas de linguagem oral e alfabetização inicial na escola : perspectiva sociolinguistica

Na aula do dia 18/06/09 foi debatido o texto do livro TEBEROSKY,Ana. GALLART, Marta S. et. al. Contexto de Alfabetização inicial. Trad. Francisco Settineri, Porto Alegre: Artmed, 2004. (p.85-98)

Jacobson, neste texto, parte do marco sociolinguistico que analisa o uso da linguagem tanto influenciando como influenciada por forças politicas e sociais. além disso, afirma que a alfabetização e a identidade social surgem simultaneamente e as habilidades necessárias para manejar esta identidade social por meio do uso da escrita são mais complexas e não se reduzem a saber simplesmente um manejo de regras sobre as letras.
O autor se refere a múltiplas alfabetizações, tendo em vista uma perspectiva mais antropológica, isto é, se pensarmos nas praticas de leitura e escrita localizadas em tempos e espaços concretos a possibilidade de um único padrão de alfabetização se torna inviável.
A relação do individuo com a leitura e a escrita varia conforme a origem social deste sujeito, por exemplo: uma criança oriunda de uma família de baixa renda não terá o mesmo habito de leitura de uma criança oriunda de uma família de classe media alta, tendo em vista este aspecto os docentes segundo o autor deveriam estar atentos as variações nas formas com que se utiliza da escrita procurando entender as praticas de leitura e escrita das crianças nos contextos das praticas de suas comunidades.
Se o contexto de alfabetização familiar for parecido com o contexto de alfabetização escolar, a transição torna-se mais fácil para as crianças, e o oposto é problemático, pois se o individuo não possuir praticas letradas que estejam de acordo com aquilo que a escola espera é provável que este sujeito encontre muita dificuldade de ser adaptar e talvez seja este um dos motivos mais graves que originam o fracasso escolar, a repetência, a reprovação e a evasão, não é uma questão se o aluno é capaz de aprender ou não, pois todos os indivíduos são capazes de aprender, até mesmo portadores de necessidades especiais, entretanto, a questão é: este aluno corresponde as exigências que a escola impõe a ele? a instituição escolar reconhece os conhecimentos deste individuo ou o rotula como problemático ou com deficiência e não faz nada para ajuda-lo a desenvolver suas potencialidades.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

04/06/09 1° Socialização dos Portfólios Eletronicos

No dia 04/06/09 ocorreu a 1º socialização dos portfólios eletrônicos, o professor enviou aos alunos, por e-mail, uma Ficha de Avaliação, as quais foram preenchidas pelos discentes para o dia da socialização, nestas fichas haviam os critérios para avaliar o processo do ensino aprendizagem, isto é, esta avaliação é fundamentada na avaliação formativa, as perguntas a se fazer nesta auto avaliação eram as seguintes: De que maneira as minha produções no portfólio eletrônico ao longo deste semestre tem atendido as exigências dos descritores, dos propósitos gerais e do propósito individual? Quais as dificuldades encontradas neste processo? De que forma essas dificuldades poderiam ser superadas? todos os alunos tiveram oportunidade de colocar suas impressões, dificuldades; como a de uma estudante que não sabia colocar vídeo em seu blog, ou melhor, tinha bastante dificuldades, entretanto o professor e os alunos deram sugestões a aluna para que a mesma pudesse avançar no processo de ensino aprendizagem,pois a aticulação das reflexões e conhecimetos adquiridos na sala de aula podem ser complementados com os recursos audio-visuais. Houve espaço para se evidenciar superações como a da estudante Emile que descobriu como inserir slides no Blog e posteriormente colocou no blog dela a dica para os demais colegas de como fazer slides no portfólio eletronico,ou seja,tendo em vista toda esta articulação entre professor e alunos e entre alunos e alunos, não somente nesta socialização, mas em todo o processo, na sala de aula, no laboratório de informática da faculdade, entre outros, pôde -se observar na pratica, o real objetivo desta eficiente e fantástica avaliação formativa, que não observa o erro e as dificuldades pela ótica da exclusão, mas sim pela ótica da inclusão, isto é, nesta avaliação as dificuldades tem que ser superados sim, no entanto, cada individuo tem o seu tempo para assimilar o conteúdo não tem como padronizar, pois se pensar nesta lógica a exclusão e inevitável, neste sentido observa-se esta socialização como um importantíssimo instrumento para diagnosticar o desenvolvimento de cada discente no processo de ensino aprendizagem, bem como a articulação entre os estudantes afim de que possam perceber em que medida estão avançando no processo,e o que podem fazer para ajudar o colega que encontra dificuldades, o balanço final desta 1º socialização foi positivo observa-se que todos os discentes, ou pelo menos a grande maioria, assumiram o desafio de fazer uso dos recursos tecnológicos para expor os conhecimentos pré- adquiridos ao longo da vivência na escola, faculdade, na vida profissional, e nos diversos espaços do cotidiano e os apreendidos nas aulas, por meio da leitura dos textos, bem como os debates e pesquisas em outras fontes.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Gêneros Textuais e Tipologia de Texto






Observa-se que até mesmo no meio académico e teórico os conceitos de gêneros textuais e tipos de textos são, bem complexos e, no senso comum,são bastantes confundidos entre si, sendo assim acaba por dificultar o trabalho em Língua Portuguesa com ambos, o que, por sua vez, influencia negativamente no processo de construção do conhecimento. desta forma trazendo a contribuição de Marcushi pode-se observar que os gêneros Textuais “... não são entidades naturais, mas artefatos culturais construídos historicamente pelo ser humano”, bem como “...apresentam características sócio comunicativas definidas pelos conteúdos, propriedades funcionais, estilo e composição característica”. isto é, percebe-se que os generos textuais não são estáticos e limitados, pois a cada dia novas formas, novos meios ou canais de comunicação são inventados, para exemplificar pode-se destacar a Internet com o e-mail, os chats, o msn, o blog, os sites de relacionamento, as redes socais, o SMS, entre outros, ou seja, é evidenciado por meio dessas novas tecnologias, outras formas e meios de comunicação na sociedade e, são os próprios indivíduos que constroem estas alternativas, e o que e veiculado nesses meios vai depender do propósito do gênero textual, ou seja, uma carta possui uma determinada função, uma embalagem de produto possui finalidade diferente, assim como os sites de redes sociais colaborativas na interne, onde os indivíduos interagem tendo um objetivo em comum, dentro de um genero pode haver vários tipologias de texto. E o termo Tipologia Textual, “é usado para designar uma sequência teoricamente definida pela natureza linguística de sua composição (aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações lógicas) As tipologias textuais são; narração, argumentação, descrição, injunção e exposição. faz-se necessário que o docente se aproprie dessas diferentes gêneros textuais e trabalhe com seus alunos apresentando as tipologias inseridas nos generos, no sentido de que os discentes percebam tanto as funções comunicativas de cada gênero como também a tipologia de texto que esta sendo predominante no gênero textual.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Video sobre o texto Contexto de Alfabetização

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Na aula do dia 28/05/09 discutimos o texto "Contextos de alfabetização na aula", de Ana Teberosky e Núria Ribera. (TEBEROSKY, Ana. GALLART, Marta Soller. et. all. Contextos de alfabetização inicial. Porto Alegre: Artmed, 2004) e um dos pontos mais interessantes que foi evidenciado no texto foi a questão de que o professor fundamentado na concepção sócio-construtivista assume o papel de mediador, pois nessa perspectiva o conhecimento ocorre por meio da interação entre o individuo e o meio, no qual o mesmo esta inserido, nesta perspectiva é fundamental ter noção de como a interação entre docente e discente e entre discente e discente pode ser benéfico para o bom rendimento e aproveitamento dos estudos pelo aluno, bem como seu desenvolvimento, e a melhora do processo de ensino aprendizado, aproveitando os conhecimentos que o aluno já possui e complementar com novos conhecimentos

Neste vídeo é apresentado a pratica docente de uma professora, aproximação a linguagem escrita é o foco da atividade na pratica de Maria Lucia, trata-se da produção de texto oral com destino escrito, nesta atividade as crianças elaboram um texto oral que é escrito no quadro pela professora, a professora argumenta que ditar uma história conhecida faz com que as crianças usem expressões próprias da linguagem escrita, nesta atividade ao invés de continuar no famoso ai... ai... que geralmente as crianças fazem, o docente pode negociar com as crianças outras formas para dar continuidade a história, como por exemplo: derrepente, então entre outros,isto é, usando diferentes marcadores textuais. A historia que a professora começou na aula anterior e dar continuidade com a turma é a da chapeuzinho vermelho, segundo a professora as crianças devem ditar um texto com o qual tenha uma familiaridade, a professora negocia com a turma a passagem de termos proprios da linguagem oral para a escrita relendo o texto e questionando se ele não pode ser melhor elaborado

Telma Weisz para a revista Nova Escola



Este vídeo é sobre a construção da escrita foi realizado há 20 anos para a fundação de desenvolvimento da educação






A prof.Dr: Telma Weisz explica que a menor unidade que se ouve é a sílaba, não ouvimos os fonemas, os unicos fonemas que ouvimos são as vogais isoladas, as consoantes precisam de uma vogal para serem emitidas, então para poder aprender a escrever em um sistema alfabético o individuo tem que fazer uma construção que tenha uma lógica mas que não é perceptível, o individuo não ouve a unidade de som que corresponde a letra, o sistema alfabético tem que ser deduzido logicamente, até o sistema silábico o individuo tem a percepção como suporte, no sistema alfabético já não mais.



Telma fala a respeito do erro construtivo, isto é, o erro que não se fixa, que é necessário para que a aprendizagem aconteça, a professora fala que este pensamento de que o erro não se fixa era questionado até sua pesquisa pois a pedagogia da alfabetização estava baseada na memorização das letras na idéia de que o docente ensina a juntar e no cuidado para que o erro não apareça porque do mesmo jeito que se fixa mentalmente na memória a escrita correta se fixaria também a escrita errada, essas eram as hipóteses, com as quais as pessoas trabalhavam até esta investigação, Weisz fala a respeito da linha de alfabetização de origem americana aderida por Lourenço filho no método do ABC, trabalhava com a idéia de que era preciso desenvolver algumas funções chamadas psico-neurológicas para que a criança pudesse aprender, esta hipótese vai até Ana Maria Poppovic, Telma argumenta que havia um teste onde era exigido apenas exercícios motores sem nenhum contato com a pratica da leitura e escrita, e isso foi uma tragédia para muitas crianças, pois segundo esta concepção a criança tinha predisposição para aprender ou não.