terça-feira, 22 de abril de 2014

Retorno

Estou retornando ao blog com novas postagens a respeito da educação ... aguardem ...

terça-feira, 28 de julho de 2009

Avaliação do processo de produção do portfólio






O texto construindo o portfólio eletrônico foi de grande importância para eu compreender o que estava por vir, confesso que inicialmente fiquei receioso quando ouvi minhas colegas falando que os alunos deveriam cnstruir um " portfólio eletrônico" tendo em vista que até então era algo fora do meu contexto, antes da disciplina não tinha blog, tive a oportunidade de utilizar esta ferramenta a partir da disciplina Tendências atuais do ensino de lingua portuguesa I. O portfólio é de fato um procedimento inerente à formação formativa, pois objetiva a promoção das aprendizagens, o docente assume o papel de mediador do processo pedagógico o aluno torna-se sujeito de seu processo de aprendizagem e deconstrução de seu conhecimento, os progressos acontecem por meio da da compreensão do discente a respeito de suas potencialidades e fragilidades e em como lidar com elas, o aluno passa a trabalhar ativamente em seu próprio processo de aprendizagem e desenvolvimento, desenvolve capacidades de auto-avaliação, além disso nest perspectiva da avaliação formativa os erros servem como informações diagnósticas são tomados como elementos prioritarios para o diagnóstico.
Hernandez conceitua de forma clara o portfólio eletronico " Continente de diferentes classes de documentos ( notas pessoais, experiências de aula, trabalhos pontuais, controle de aprendizagem, conexões com outros temas fora da escola, representaçoes visuais, etc) que proporciona evidencias do conhecimento que foi construido, das estrategias utilizadas e da disposição de quem o elabora em continuar aprendendo."
Considero o portfólio eletronico como uma seleção dos melhores trabalhos produzidos pelo aluno, e que servem como diagnostico para se evidenciar o que o aluno ja sabe, não assimilou, e o que esta em processo, o discente assume um papel ativo neste processo pois aprendem a identificar e revelar o que sabem e o que não sabem, as evidencias de aprendizagem selecionadas estabelecem correspondência entre as atividades escolares e as experiências de vida, a relação entre teoria e pratica.
acredito que tenha avançado bastante nas minhas aprendizagens tendo em vista que não não conhecia muito a respeito dos processos de aquisição e desenvolvimento da lingua escrita e oral na Educação Infantil, cada vez que o individuo se sprofunda em determinada area ele acaba por adquirir mais conhecimentos, penso que, neste contexto da avaliação formativa foi bastante prazerosa a trajetória rumo a novos conhecimentos,inicialmente não sabia colocar videos e a partir das orientações do professor e de colegas acabei aprendendo,pude excercitar mais a minha escrita, pois uma das exigencias da disciplina era postar pelo menos semanalmente, a experiencia do estagio na Educação Infantil concomitante a disciplna Tendencias atuais do ensino de lingua portuguesa I só veio a acrescentar em meus conhecimentos, tendo oportunidade de evidenciar na pratica os conhecimentos teoricos.
Pretendo dar continuidade ao Blog/portfólio eletronico, e aplicar esta ferramenta pedagógica a minha prática profissional, toda e qualquer ferramenta tecnologica é bem vinda para a utilização na formação de sujeitos sociais criticos, que sejam conhecedores dos seus direitos e deveres na sociedade, que saibam ler e escrever mas não de forma mecanica, e reproduzindo simplesmente, mas que venham a compreender o seu meio e a sociedade como um todo, fazendo uma leitura do mundo como afirma Paulo Freire. e nada melhor do que o ambiente da internet, mais especificamente do blog, dos textos colaborativos, das redes virtuais sociais que possibilitam que o individuo produza seu proprio conhecimento, dissemine suas informações de forma ativa e critica, aasociado é claro com a leitura de livros, visitas a museus, cntros culturais, entre outras coisas.
A Constituição Federal de 1988 reconheceu a educação de crianças de zero a seis anos, anteriormente tida como assistencial, como direito do cidadão e dever do Estado e incluiu a creche no capitulo da Educação, ressaltando seu caráter educativo. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA/1990), A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB/1996), O Plano Nacional de Educação (PNE/2001) e o estabelecimento das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil pelo Conselho Nacional de Educação (CNE/1998) reafirmam o princípio da Educação Infantil como direito.Cabe aos futuros educadores e aos futuros pedagogos lutarem por este direito que as crianças tem garantido pela Constituição Federal do Brasil
Em tempo, digo que a experinência que adquiri com este portfólio eletronico é de extrema importância para minha vida profissional e acadêmica, pois em alguns momento ficamos presos as teorias que nos remetem a Instituições perfeitas ou que pelo menos deveriam ser. No dia–a–dia do estágio deparei-me com uma creche pública com todas as peculiariedades que estás enfrentam com objetivo de educarem crianças oriundas de familias menos favorecidas e com carência de amor familiar, financeira e educacional no caminho concorrido e tumultuado da educação. Os aportes teoricos da disciplina Tendências atuais do ensino de língua portuguesa I associados a minha pratica no estágio da Educação Infantil foram essências para minha formação enquanto estudante do curso de Pedagogia da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense, da Universidade do Esatado do Rio de Janeiro( FEBF/UERJ).

sábado, 25 de julho de 2009

Exercício Reflexivo : Oralidade e Escrita





Na aula do dia 07/05/09, No primeiro momento o Professor tirou as duvidas dos discentes com relação as possibilidades da utilização do Blog como um portfólio eletronico, questões fundamentais para fazer o bom uso desta ferramenta tecnológica que só vem a oportunizar ainda mais que estudantes criticos e criativos produzam bons trabalhos, os quais possam ir ao encontro das exigências dos propositos e descritores da disciplina Tendências Atuais do Ensino de Lingua Portuguesa, logo em seguida, começamos a trabalhar com o texto Oralidade e Escrita; Perspectivas para o Ensino de língua Materna. De Leonor Lopes Fávero, Maria Lúcia C.O. Andrade e Zilda G. O. Aquino.
Neste dia fizemos a leitura do texto em sala de aula, discutindo em grupo e elaboramos a apresentação do texto por meio de slides, posteriormente na aula do dia 14/02/09, o Professor Ivanildo pediu que nos organizassemos em dupla e distribuiu a tarefa, a saber, um exercício reflexivo, a respeito do texto Oralidade e Escrita, deste modo, a aula ficou concentrada na discursão, compartilhamento de informações, e impressões do texto, bem como na resolução das questões propostas no exercício reflexivo. Na aula seguinte, isto é, no dia 21/05/09, tendo em vista a demora e/ou ausência do envio e recebimento dos trabalhos para serem analisados pelas duplas continuamos trabalhando com o texto Oralidade e Escrita, na parte inicial da aula, a fim de compartilharmos as nossas impressões e questionamentos a respeito do texto em grupo, no segundo momento, o Professor deu inicio a discursão do outro texto; Contextos de Alfabetização na Aula de Ana Teberosky e Núria Ribeira
na ultima semana o professor enviou por email o trabalho corrigido com algumas orientações para postarmos no blog o exercício reflexivo. Portanto,eis o texto:



FÁVERO, Leonor L. ANDRADE, Maria Lúcia C. V. AQUINO, Zilda G.O. Oralidade e Escrita: perspectivas para o ensino de língua materna. 6. Ed, São Paulo: Cortez, 2007.


MARCUSCHI, L.A. (ed.) . Análise da Conversação. São Paulo: Ática, 1986.


Na organização da sala de aula e da escrita, as autoras apresentam elementos que constituem o processo conversacional, que esta relacionada com a criação coletiva, isto é, para que ocorra a conversa faz-se necessário que haja uma interação entre pelo menos dois interlocutores, os quais se alternam em turnos, ou seja, cada um fala em seu tempo no momento apropriado, levando em consideração a questão dos papeis de cada um no dialogo, o modo, o meio e a situação ou o contexto em que a conversa ocorre. Pois a atividade conversacional é uma atividade social, além disso, a conversa envolve aspectos verbais e não verbais, ou melhor, marcadores paralingüísticos, tais como: a gesticulação, o riso, o olhar entre outros, Para que ocorra a atividade conversacional em sua plenitude é importante que todos os interlocutores estejam interados sobre o assunto abordado, ou seja tem que haver coerência, organização e, coesão.
Uma das possibilidades de linguagem que faz parte de nosso cotidiano é a conversação. É nela que se realizam as práticas sociais por meio das quais, pessoas se relacionam como seres sociais. Para interagir é preciso que os participantes possam inferir sobre o que está sendo tratado e o que é esperado de cada um. Por ser produzido interacionalmente, o texto conversacional é uma criação coletiva, Para que haja conversação é necessário que duas ou mais pessoas tenham a intenção de
estar em contato.
A conversação segundo Marcuschi (1986), é a prática social mais comum, que desenvolve
espaço para a construção das identidades sociais em um contexto real e, que exige grande coordenação de ações que ultrapassam a habilidade lingüística.
Há na conversação um processo complexo organizacional, que se explica através dos
diversos fatores que interagem entre si e contribuem para que a conversação se realize. Toda conversação tem caráter dialógico. Esse caráter pode classificar-se, segundo Marcuschi (1986), como simétrico ( Quando o interlocutor tem o mesmo direito de tomar a palavra, escolher o tópico, direciona-lo e estabelecer o tempo) ou assimétrico ( Quando o interlocutor é privilegiado quanto ao uso da palavra, cabendo a ele começar o diálogo, conduzir e mudar o tópico).
Muitas vezes o texto falado tem característica de imprevisível, porém por outro lado pode-se prever o que o interlocutor tem a dizer, ocorrendo, quase sempre, sobreposição de vozes. O caráter de imprevisibilidade da estrutura do texto conversacional deixa entrever todo o processo organizacional, possibilitando a percepção da estrutura e das estratégias organizacionais. Assim, detectam-se cortes, interrupções, retomadas e sobreposições.
Para estruturação de uma conversa, Ventola destaca algumas variáveis que compõem o modelo de organização conversacional, a saber, Tópico/Assunto: trata-se do assunto, do tema que é o foco da conversa, é sobre o que se fala, além disso propicia o contato entre os participantes de uma conversa. Imaginemos por exemplo dois amigos conversando sobre um determinado assunto.
A situação trata-se do contexto da conversa pode ser formal ou informal esta relacionada tanto a aspectos verbais quanto não-verbais. Papéis dos Participantes: Os participantes desempenham vários papéis, dependendo da situação em que se encontram. na escola podemos ser professores, já em uma consulta no hospital assumimos outro papel de paciente, no mercado de cliente, etc.
Modo: É determinado pelo objetivo da interação. Ele pode ser mais formal ou nada formal, como numa conversa entre dois adolescentes via internet, por exemplo.
Meio: É o canal de comunicação entre os participantes. Pode ser face a face, via telefone etc.

As características básicas do texto falado apresentadas por Dittmann são:
A) interação entre pelo menos dois falantes, isto é, faz-se necessário que ocorra a interação entre dois ou mais interlocutores, pois caso contrário seria um monólogo, e a proposta de Dittmann é baseada na interação.
B) ocorrência de pelo menos uma troca de falantes, ou seja, na atividade conversacional, ou melhor, no texto falado é fundamental a questão dos turnos onde cada interlocutor tem um momento para falar e, portanto gerar o dialogo. C) presença de uma seqüência de ações coordenadas, isto é, necessidade de se haver o emprego de continuidade por meio dos conectores ou marcadores conversacionais, e alternância de turnos no sentido de possibilitar na conversa uma sistematização, organização, coerência e coesão. D) Execução num determinado tempo diz respeito à questão dos turnos que evolve a necessidade que cada um interlocutor fale a seu momento, um de cada vez, podendo ser de forma continua ou não. Respeitando a fala do outro e ouvindo também pode haver hesitação, sobreposição, assalto e pausa, essas pausas podem inclusive provocar a mudança de turno.
E) Envolvimento numa interação centrada, isto é, no texto falado faz-se necessário um intercambio de idéias entre os interlocutores focalizados e interados no assunto proposto no Tópico discursivo, para o qual é fundamental a colaboração e participação dos sujeitos sociais.
As autoras destacam que a fala se estrutura em dois niveis, a saber, O nível global que consiste em fomentar subsídios a formulação textual no que diz respeito à condução do tópico discursivo a formulação do texto obedece a algumas normas específicas da organização global.
Para ocorrer essa estrutura, há a necessidade de um conhecimento prévio e partilhado entre os participantes, pois no decorre da conversa poderá haver uma digressão (desvio do tópico discursivo) de uma determinada fala, por exemplo:


L1 hoje é meu aniversário

L2 Parabéns Fernanda

L1 Vai ter muita coisa para comer... Bolo, doce, salgadinho.... Muitas pessoas vão participar... Da minha rua, da escola, :: o Ricardo da minha sala a... Estela amiga da minha irmã .... o Gustavo, a marcela, a minha professora, a Cristina ....

L2 ah você fez o dever de casa que a professora passou

L1 sim

L2 mais voltando ao que estava falando...

L1 ah sim

L2 a festa vai ser muito legal


Bem, o nível local consiste na conversação, na qual é evidenciada a alternância de turnos, podendo ser uma conversação espontânea. Exemplo:

L1 Oi Camila hoje esta :: muito calor....

L2 puxa é mesmo Carol

L1 Eu acho... que :: vou à praia com meus pais, quer ir com agente?

L2 sim, com certeza

O texto falado bem como o texto escrito, para constituir a textualidade, necessita de alguns fatores: a coesão e a coerência. Segundo as autoras, no texto conversacional, a análise dos elementos de coesão deve ser feita de forma especifica. Os recursos coesivos mais freqüentes são a coesão referencial, recorrencial ou seqüencial, que são caracterizadas da seguinte maneira:

A coesão referencial tem haver com a repetição da palavra ou termo na conversação de modo que possibilite nexo no tópico discursivo. No entanto podem-se usar outras formas para se oportunizar a coesão textual, utilizando os conectivos, os quais substituem a palavra, mas dá continuidade a Idéia do tópico discursivo, do assunto que esta sendo abordado na atividade conversacional.

Exemplo:

L1 Maria é minha irmã, ela casou com o Antônio, que trabalha na indústria, Maria só trabalha em casa, mas Antônio gosta do trabalho industrial, a indústria é tudo para ele.

A coesão recorrencial é destacada pela substituição de uma palavra ou termo por outro que tenha o mesmo sentido. Exemplo:

L1 A doutora disse para eu comer menos daqui para frente.

L2 vai fazer dieta né?

L1 É estou precisando.


A coesão seqüencial é caracterizada pela utilização de conectores, os quais são responsáveis por proporcionar a continuidade do assunto desenvolvido a partir do tópico discursivo.

Exemplo:

L1Hoje eu vou trabalhar e... Depois eu...

L2 E quando você chegar do trabalho vai para a faculdade?

L1 sim é isso mesmo

L2 ahn

L1 apesar de estar com fome e...

L2 e... Com cansaço do trabalho

L1 ahan

L2 Humm

O texto aponta que há quatro elementos básicos que contribuem para a estruturação do texto falado. Estes elementos são o turno. O tópico discursivo, os marcadores conversacionais e o par adjacente, que são caracterizados da seguinte forma:

O turno se caracteriza pela situação, formal ou informal, em que um interlocutor representante de um determinado papel, papel este vinculado a um contexto, se utiliza da palavra fazendo uso da mesma podendo articular a palavra a aspectos não-verbais, paralingüísticos, e recursos prosódicos, bem como, a utilização do meio a fim de que possa haver a transmissão do que se pretendem abordar no tópico discursivo, abrindo deste modo espaço para a interação com outro interlocutor, o qual faz uso dos marcadores também para dar coesão, organização, coerência e interação à atividade conversacional, para a qual faz-se necessário a alternância de turnos.


Exemplo:


L1 Olá turma!!!

L2 Olá Professora !!!

L1 na próxima semana vou passar uma prova

L2 ahn... Como assim professora?

L1 bem é a primeira avaliação do bimestre

L2 O que vai cair na prova professora?

L1tudo que eu passei até hoje entende?

L2 Sim, então vou estudar mais um pouco


O tópico discursivo caracteriza-se pelo assunto que esta sendo abordado na atividade conversacional, sendo que o tópico discursivo vai depender de um contexto situacional e de uma interação dos interlocutores de modo que os mesmos tenham conhecimento e focalização no que cada um fala, isto é, é fundamental que os interlocutores tenham domínio do assunto a fim de que a conversa faça sentido e que, portanto tenha coerência. Para tanto é necessário que os indivíduos utilizem além do tópico discursivo, os outros elementos básicos que estruturam o texto falado. Ou seja, os marcadores conversacionais, os turnos, e, sobretudo, o par adjacente. São de suma importância também a centração, organicidade e delimitação local no tópico discursivo.


Exemplo:


L1 Então já podemos ir?

L2 Eu já venho

L1 o que aconteceu? Esta sentindo falta de alguma coisa?

L2 não, você esta com pressa por acaso?

L1 não... Só perguntei por perguntar...

L2 ahn ta bom

Os marcadores conversacionais podem ser verbais, prosódicos e não- lingüísticos, eles servem para operar a conexão entre as idéias, palavras, abordadas na conversa possibilitando assim a manutenção, o dinamismo e a coesão, sobretudo, a coerência no texto falado. Dentre os marcadores verbais destaca-se os marcadores simples, os quais possuem uma só palavra, os marcadores compostos que são formados por duas palavras, o marcador oracional o qual é expresso por meio de pequenas orações, e o marcador prosódico que sempre se articula a um marcador verbal.


Exemplo:


L1 Marlene como vai?

L2 estou bem e você?

L1 tudo ótimo

L2 e aquele concurso do governo você já se inscreveu?

L1 eu acho que não vou fazer esta prova

L2 por quê?

L1 ah acho que não tem nada a ver com a minha área

Quer dizer... Remunera mal também entende?

L2 sim, então você não quer trabalhar no setor publico?

L1 Digamos assim vou optar por um concurso na minha área e que remunere bem

L2 Ah ta, boa sorte!

L1 Obrigado

No Par adjacente observa-se uma intima ligação com o Tópico discursivo, pois a conversação que é organizada por meio de tópicos pode ser estabelecida com os pares adjacentes, os quais são elementos fundamentas na atividade conversacional na medida em que estabelecem a interação entre os interlocutores, algumas de suas funcionalidades são as seguintes; pergunta-resposta, convite- aceitação ou recusa, saudação-saudação, pedido- concordância.


Exemplo:


L1 Oi Fernanda, bom dia!!!

L2 Olá Leandro bom dia!

L1 gostaria de sair hoje a noite para o restaurante?

L2 claro Leandro

L1 pode ser às 19h?

L2 ahn não, que tal às 19h30min

L1 ok, te vejo às 19h30min então

L2 tudo bem

L1 Até mais tarde

L2 Até mais Leandro

terça-feira, 21 de julho de 2009

A construção do conhecimento sobre a escrita




TEBEROSKY,Ana. COLOMER, Teresa. A construção do conhecimento sobre a escrita IN:Aprender a ler e a escever: Uma proposta construtivista. Porto Alegre: Artmed, 2003.





Neste texto as autoras discorrem a respeito da construção do conhecimento sobre a escrita, explicando o processo de aprendizagem da leitura e da escrita sob o ponto de vista da criança, fazem distinção entre a escrita como sistema de representação e a escrita como código. bem como reflexões sobre as consequências pedagógicas derivadas do processo de construção de conhecimentos conceituais e procedimentais.
A autora argumenta que perspectiva construtivista tem-se dedicado a pôr em evidencia as hipóteses das crianças durante o processo de construção de conhecimentos, como e o que as crianças aprendem a ler e a escrever. Neste sentido pode-se afirma que a essas hipóteses se desenvolvem quando a criança interage com o material escrito e com leitores e escritores, os quais dão informação e interpretam esse material escrito. a autora afirma que as crianças constroem hipóteses, resolvem problemas e elaboram conceituações sobre o escrito, o desenvolvimento de hipóteses ocorre por reconstruções (em outro nível) de conhecimentos anteriores; dando lugar a novas construções.
As hipóteses que as crianças desenvolvem são consideradas respostas a verdadeiros problemas conceituais, análogos aos que os seres humanos se colocaram ao longo da história da escrita, e não apenas problemas infantis, no sentido de erros conceituais dignos de serem corrigidos para dar lugar à aprendizagem normativa.
A autora destaca dois princípios organizadores básicos que orientam a possibilidade de interpretar um texto ou de fazer uma leitura, a saber, o principio de quantidade mínima de caracteres e o principio de variedade interna de caracteres, os quais permitem à criança uma progressiva diferenciação do material impresso, em termos de " nada mais do que letras" ou " todas iguais" e " algo que serve para ler"
A partir dos quatro anos de idade as crianças já dão alguma resposta verbal quando perguntadas " aqui diz alguma coisa? " pois as crianças nesta faixa etária possuem um entendimento das condições gráficas para realizar o ato de leitura, as crianças que respondem a esta questão imaginam o texto em termos de seu potencial de intencionalidade comunicativa, que faz parte da alfabetização inicial." Quando as crianças acreditam que um texto" diz alguma coisa" é porque atribuem intencionalidade comunicativa ao texto escrito: um objeto inanimado passa a ter um significado linguístico. é o início da concepção da função simbólica da escrita."(p.48)
Conforme as hipóteses infantis iniciais, a escrita representa os nomes dos objetos e das pessoas. Trata-se de uma escrita de nomes a hipótese do nome se mostra claramente na diferenciação que as crianças fazem entre duas perguntas " o que é?" e " o que diz?" evidenciada no exemplo no texto em que as crianças questionadas com as respectivas perguntas em relação a figura e a palavra cavalo respondem a primeira pergunta: " o que é?" " um cavalo" e a segunda pergunta " o que diz?" "cavalo"
Outra hipótese apresentada pelas criança consiste em distinguir, em um escrito, entre " o que está escrito" e " o que se pode ler", trata-se de resolver uma situação problema. o que esta escrito tem haver com o que as crianças acreditam que que pode ser representado pelo escrito e o que se pode ler tem haver com interpretação elaborada a partir do que está escrito. a autora afirma que quando as crianças interpretam o texto, depois de terem localizado um ou dois nomes substantivos, elas conseguem " ler" toda a oração.
A autora afirma que a o escrever a criança tenta encontrar as unidades sonoras que correspondem às letras e, para isso, faz uso de seus conhecimentos sobre os enunciados orais. descobrindo desta forma as sílabas repetindo lentamente e varias vezes para si mesma.
" Por meio do procedimento de segmentação da palavra em silabas, as crianças começam a trabalhar cognitivamente com a representação dos sons e chegam a compreender que as letras remetem ás partes da palavra , isto é, ás silabas." (p.55)
A maioria das crianças descobre o valor sonoro das vogais de forma mais rápida do que do que o valor sonoro das consoantes, pois, quando as crianças analisam as sílabas. descobrem a vogal, que é o elemento com maior sonoridade, o núcleo da silaba.
As crianças aos cinco anos podem distinguir entre narrativas e outros tipos de textos, sobretudo, reescrevem textos conhecidos, já que são capazes de diferenciar entre poema, uma carta, uma noticia, ou uma receita de bolo.
A autora argumenta que aprender a separar o texto em palavras gráficas é um conhecimento procedimental, isto é, trata-se de saber como usar um procedimento que vai sendo adquirido na prática
Recentemente linguistas e historiadores argumentam que mais do que um código, a escrita é um sistema de representação da linguagem com uma longa história social, e como sistema de representação,o aprendizado da escrita consiste na apropriação de um objeto de conhecimento, de natureza simbólica, que representa a linguagem. Além disso neste processo de apropriação, tanto a representação simbólica como a linguagem são afetadas pela escrita.
Segundo a autora a leitura e a escrita não são apenas matérias escolares, elas existem fora das sala de aula, e a criança não são aprendizes passivos, não copiam os modelos adultos que estão ao seu redor, nem esperam ir a escola para começar o processo de aprendizagem da leitura.Somente a perspectiva construtivista oferece uma descrição integrada do processo sob o ponto de vista da criança desde uma análise de linguagem e da natureza escrita, bem como desde consideração das práticas culturais nas quais ocorre alfabetização.
Torna-se necessário para entender a aprendizagem de uma forma não reducionista, ter que mudar, a visão sobre a alfabetização e sobre o processo de leitura e escrita.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Síntese Conclusiva






No semestre de 2009/1, na disciplina de Tendências Atuais do Ensino de Lingua Portuguesa I, regida pelo prof.Dr. Ivanildo Amaro de Araujo, da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense,da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FEBF/UERJ), trabalhamos com determinados conteudos ao longo do semestre, a primeira atividade foi a da carta de apresentação, logo após esta atividade para inauguração do portfólio eletronico, Na aula do dia 30/04, foi discutido o texto: Processos Iniciais de leitura e Escrita ( escrito por Rosineide Magalhães de Sousa).Neste texto a autora apresenta e discuti temas relacionados ao aprendizado inicial da leitura e da escrita considerando os conhecimentos prévios das crianças, Sousa propõe de forma sintética a inclusão de conhecimentos voltados para a linguagem verbal e não verbal, pois segundo a mesma integram aspectos linguísticos, cognitivos, físicos, emocionais, afetivos e sociais
A autora enfatiza que no início do processo de alfabetização das crianças deve-se explorar a leitura de diversos gêneros textuais, tais como: fábulas, histórias, em quadrinhos, etiquetas de produtos comerciais, jornal, revista, entre outros
Sousa destaca a necessidade da utilização de textos orais, elaboração de textos espontâneos, pois assim a criança estará exercitando a formação sintática, semântica, e lexical da língua. isto é, desenvolvendo habilidades tais como: relacionar sons e letras, ouvir, verifica como as palavras se relacionam com as outras para forma um sentido, aprendendo portanto novas palavras.
A partir da leitura, reflexão e discussão deste texto processos Iniciais de Leitura e Escrita, o Professor Ivan Amaro propôs aos discentes que elaborassem atividades para crianças, na faixa etaria da educação infantil, e eu fiquei com a faixa etaria de 5 anos
cujos objetivos eram desenvolver atividades que trabalhassem com os objetivos a seguir: reconhecer a ortografia das palavras, desenvolver a compreensão na leitura,perceber os sons da língua,desenvolver a interpretação, comparar textos novos com textos já conhecidos, desenvolver a memorização, desenvolver habilidades linguísticas e cognitivas e distinguir a pronuncia de alguns sons da língua, tais como: T/D, F/V, P/B,Q/G.
Após esta atividade o professor pediu que colocassemos no blog as nossas impressões sobre a Avaliação Formativa a partir da leitura do Texto: Construindo o portfólio eletrônico
Posteriormente trabalhamos com o texto Oralidade e Escrita; Perspectivas para o Ensino de língua Materna. De Leonor Lopes Fávero, Maria Lúcia C.O. Andrade e Zilda G. O. Aquino. a partir deste texto o professor dividiu a turma em duplas e fizemos um exercicio reflexivo, neste texto trabalhamos com a questão da atividade conversacional, com as variáveis que compõem o modelo de organização conversacional;Tópico/Assunto, A situação, Papéis dos Participantes, Modo, e Meio.
Aprendemos também que existem características básicas do texto falado tais como: interação entre pelo menos dois falantes, ocorrência de pelo menos uma troca de falantes, presença de uma seqüência de ações coordenadas, Execução num determinado tempo, Envolvimento numa interação centrada.
Aprendemos Os recursos coesivos mais freqüentes, que são a coesão referencial, recorrencial e seqüencial. Trabalhamos neste texto também com quatro elementos básicos que contribuem para a estruturação do texto falado. Estes elementos são o turno. O tópico discursivo, os marcadores conversacionais e o par adjacente.
Discutimos o texto "Contextos de alfabetização na aula", de Ana Teberosky e Núria Ribera. (TEBEROSKY, Ana. GALLART, Marta Soller. et. all. Contextos de alfabetização inicial. Porto Alegre: Artmed, 2004) e um dos pontos mais interessantes que foi evidenciado no texto foi a questão de que o professor fundamentado na concepção sócio-construtivista assume o papel de mediador, pois nessa perspectiva o conhecimento ocorre por meio da interação entre o individuo e o meio, no qual o mesmo esta inserido, nesta perspectiva é fundamental ter noção de como a interação entre docente e discente e entre discente e discente pode ser benéfico para o bom rendimento e aproveitamento dos estudos pelo aluno, bem como seu desenvolvimento, e a melhora do processo de ensino aprendizado, aproveitando os conhecimentos que o aluno já possui e complementar com novos conhecimentos.
O professor pediu também que fizessemos uma pesquisa sobre tipologia e genêro textual e refletir sobre os conceitos.
No dia 04/06/09 ocorreu a 1º socialização dos portfólios eletrônicos, o professor enviou aos alunos, por e-mail, uma Ficha de Avaliação, as quais foram preenchidas pelos discentes para o dia da socialização, nestas fichas haviam os critérios para avaliar o processo do ensino aprendizagem, isto é, esta avaliação é fundamentada na avaliação formativa, as perguntas a se fazer nesta auto avaliação eram as seguintes: De que maneira as minha produções no portfólio eletrônico ao longo deste semestre tem atendido as exigências dos descritores, dos propósitos gerais e do propósito individual? Quais as dificuldades encontradas neste processo? De que forma essas dificuldades poderiam ser superadas? todos os alunos tiveram oportunidade de colocar suas impressões, dificuldades; como a de uma estudante que não sabia colocar vídeo em seu blog, ou melhor, tinha bastante dificuldades, entretanto o professor e os alunos deram sugestões a aluna para que a mesma pudesse avançar no processo de ensino aprendizagem,pois a aticulação das reflexões e conhecimetos adquiridos na sala de aula podem ser complementados com os recursos audio-visuais. Houve espaço para se evidenciar superações como a da estudante Emile que descobriu como inserir slides no Blog e posteriormente colocou no blog dela a dica para os demais colegas de como fazer slides no portfólio eletronico,ou seja,tendo em vista toda esta articulação entre professor e alunos e entre alunos e alunos, não somente nesta socialização, mas em todo o processo, na sala de aula, no laboratório de informática da faculdade, entre outros, pôde -se observar na pratica, o real objetivo desta eficiente e fantástica avaliação formativa, que não observa o erro e as dificuldades pela ótica da exclusão, mas sim pela ótica da inclusão

Na aula do dia 18/06/09 foi debatido o texto do livro TEBEROSKY,Ana. GALLART, Marta S. et. al. Contexto de Alfabetização inicial. Trad. Francisco Settineri, Porto Alegre: Artmed, 2004. (p.85-98)

Jacobson, neste texto, parte do marco sociolinguistico que analisa o uso da linguagem tanto influenciando como influenciada por forças politicas e sociais. além disso, afirma que a alfabetização e a identidade social surgem simultaneamente e as habilidades necessárias para manejar esta identidade social por meio do uso da escrita são mais complexas e não se reduzem a saber simplesmente um manejo de regras sobre as letras.
O autor se refere a múltiplas alfabetizações, tendo em vista uma perspectiva mais antropológica, isto é, se pensarmos nas praticas de leitura e escrita localizadas em tempos e espaços concretos a possibilidade de um único padrão de alfabetização se torna inviável.
A relação do individuo com a leitura e a escrita varia conforme a origem social deste sujeito, por exemplo: uma criança oriunda de uma família de baixa renda não terá o mesmo habito de leitura de uma criança oriunda de uma família de classe media alta, tendo em vista este aspecto os docentes segundo o autor deveriam estar atentos as variações nas formas com que se utiliza da escrita procurando entender as praticas de leitura e escrita das crianças nos contextos das praticas de suas comunidades.


No texto FERREIRO, Emilia. Os problemas cognitivos envolvidos na construção da representação escrita da linguagem. IN: Alfabetização em processo. 18. ed, São Paulo, Cortez, 2007.
Ferreiro trabalha com a explicação detalhada de somente um dos muitos problemas cognitivos que pode ser identificado no desenvolvimento da leitura e da escrita: a relação entre o todo e as partes que o constituem.
explica a hipotese de quantidade minima,o principio da variação interna A autora argumenta também acerca da hipótese silábica, da hipótese silábico-alfabética e da hipótese alfabética
No texto TEBEROSKY,Ana. COLOMER, Teresa. A construção do conhecimento sobre a escrita IN:Aprender a ler e a escever: Uma proposta construtivista. Porto Alegre: Artmed, 2003.
As autoras discorrem a respeito da construção do conhecimento sobre a escrita, explicando o processo de aprendizagem da leitura e da escrita sob o ponto de vista da criança, fazem distinção entre a escrita como sistema de representação e a escrita como código. bem como reflexões sobre as consequências pedagógicas derivadas do processo de construção de conhecimentos conceituais e procedimentais.
As autoras argumentam que a perspectiva construtivista tem-se dedicado a pôr em evidencia as hipóteses das crianças durante o processo de construção de conhecimentos, como e o que as crianças aprendem a ler e a escrever. Neste sentido pode-se afirma que a essas hipóteses se desenvolvem quando a criança interage com o material escrito e com leitores e escritores, os quais dão informação e interpretam esse material escrito. a autora afirma que as crianças constroem hipóteses, resolvem problemas e elaboram conceituações sobre o escrito, o desenvolvimento de hipóteses ocorre por reconstruções (em outro nível) de conhecimentos anteriores; dando lugar a novas construções.
Acredito que a partir de todas as leituras, debates e reflexões fazendo relação com a teoria e a prática, os alunos da disciplina Tendências atuais do ensino de lingua portuguesaI conseguiram avançar em seus conhecimentos a respeito dos processos de aquisição e desenvolvimento da língua escrita e oral na educação infantil. A perspectiva da avaliação formativa adotada pelo prof.Dr: Ivan Amaro só veio a contribuir para uma melhor compreensão dos alunos dos conteudos propostos na disciplina, acredito que a maioria dos alunos compreenderam a refletiram crticamente a respeito da importancia do educador fazer a mediação na educação de seus alunos, tendo em vista e levando em consideração o conhecimento que o aluno já possui adquirido de sua vivencia, seu cotidiano, seja na familia, seja na comunidade, e que estes conhecimentos devem sim ser considerados, entretanto não se pode ficar restritos a eles, iso é, faz-se necessario também ampliar estes conhecimentos da criança, para tanto é fundamental que o profissional da educação tenha noção das etapas do desenvolvimento da criança, o que cada criança dar conta de fazer em determinada idade, a fim de que não se exija mais do que a criança pode fazer frustando-a, e nem substimando a capacidade de aprender que é inerente a todo ser humano, é necessário também fazer uso dos diversos tipos de contextos da alfabetização, a fim de que o conhecimento possa ser dinamizado e a criança possa de fato ter uma aprendizgem significativa, o ensino não pode estar desvinculado da aprendizagem, é fundamental articular o ensino e a aprendizagem, pois uma não ocorre sem presença da outra, o conhecimento não deve estar concentrado no docente e nem no aluno, mas na articulação entre ambos afim de que o conhecimento possa ser de fato uma construção coletiva, pois a educação deve ser compreendida como um processo de construção. Um dos maiores desafios dos profissionais da educação, hoje em dia, é o envolvimento e uilização das novas tecnologias na educação, entretanto desafios são desafios até que sejam superados e uma das maiores provas que esta realidade pode mudar foi a construção deste portfólio eletronico, que oportunizou a construção, elaboração,e disseminação de diversos conhecimentos ao longo do semestre a respeito dos processos de aquisição e desenvolvimento da lingua escrita e oral na educação infantil, bem como a construção de metodologias para o trabalho da lingua oral e escrita na Educação Infantil. a utilização de diversos recursos audio- visuais, e reflexões criticas.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Texto: Os problemas cognitivos envolvidos na construção da representação escrita da linguagem




Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Faculdade de Educação da Baixada Fluminense
Disciplina: Tendências Atuais do Ensino de Língua Portuguesa I
Prof.Dr. Ivan Amaro
Aluno: Leon Ursus Camilo



FERREIRO, Emilia. Os problemas cognitivos envolvidos na construção da representação escrita da linguagem. IN: Alfabetização em processo. 18. ed, São Paulo, Cortez, 2007.



A princípio Ferreiro argumenta que a teoria de Piaget serviu como inspiração para sua pesquisa sobre leitura e escrita, além disso, diz também que a teoria de Piaget não pode ser reduzida a uma descrição de níveis sucessivos de organização, pois deste modo estaria se esquecendo da indagação principal que norteia a obra de Piaget, que é como se passa de um estado de menor conhecimento para um estado de maior conhecimento?
Para tanto faz-se necessário procurar identificar os modos de organização relativamente estáveis, que podem caracterizar os níveis sucessivos de conhecimento em um dado domínio. Entretanto, o problema central é compreender os processos de passagem de um modo de organização conceitual a outro, ou seja, analisar a construção do conhecimento.
Neste sentido a autora afirma que é necessário compreender a lógica interna dos modos de organização e as razões da substituição de um modo de organização por outro, ou seja, os processos de construção do conhecimento. Tendo em vista que há uma serie de modos de representação que precedem a representação alfabética da linguagem. Esses modos de representação pré- alfabéticos se sucedem em certa ordem: primeiro vários modos de representação alheios a qualquer busca de correspondência entre a pauta sonora de uma emissão e a escrita; depois, modos de representação silábicos (com ou sem valor sonoro convencional) e modos de representação silábico - alfabético que precedem regularmente a aparição da escrita regida pelos princípios alfabéticos. (p.10).
Ferreiro trabalha no texto, com a explicação detalhada de somente um dos muitos problemas cognitivos que pode ser identificado no desenvolvimento da leitura e da escrita: a relação entre o todo e as partes que o constituem.
A coordenação das partes com o todo começa a ser problemática a partir do momento em que se estabelece a hipótese da quantidade mínima, um exemplo disso é apresentado no texto quando a autora relata que, cada letra pode representar um objeto seis letras para um conjunto de seis maçãs, quatro letras para um conjunto de quatro tomates, ou seja, cada letra representa um objeto, no entanto, esta solução não é satisfatória, chega ser até mesmo contraditória a hipótese da quantidade mínima, pois quando se escreve o nome de um único objeto, uma só letra não é suficiente.
Quando as crianças utilizam três letras para escrever gato o plural se obtém repetindo duas ou três vezes a mesma serie inicial, conforme o numero de gatos em questão. Quando começam escrevendo diretamente um nome no plural, uma letra basta para representar um objeto. No entanto, quando começam escrevendo um nome no singular e, em seguida, escrevem seu plural, uma letra não basta para representar um objeto. É o principio da quantidade mínima que esta sendo aplicado em ambos os casos.
A autora argumenta acerca da hipótese silábica, Quando a escrita representa uma relação de correspondência termo a termo entre a grafia e as partes do falado, a criança se encontra na hipótese silábica. O aluno começa a atribuir a cada parte do falado (a sílaba oral) uma grafia, ou seja, uma letra escrita. Quando a hipótese silábica esta em seu apogeu, as crianças necessitam de letras diferentes para diferentes escritas, tanto quanto necessitam de letras diferentes para uma única escrita. É apresentado o principio da variação interna cujas características são as seguintes evita a repetição da mesma letra ou do mesmo grafema mais de duas vezes, as crianças começam a perceber neste desenvolvimento que não se pode ler coisas diferentes com series idênticas de elementos gráficos.
A hipótese silábico-alfabética corresponde a um período de transição no qual a criança trabalha simultaneamente com duas hipóteses: a silábica e a alfabética. Ora ela escreve atribuindo a cada sílaba uma letra, ora representando as unidades sonoras menores, os fonemas. Quando a escrita representa cada fonema com uma letra, a criança se encontra na hipótese alfabética. Nesse momento, os alunos ainda apresentam erros ortográficos, mas já conseguem entender a lógica do funcionamento do sistema de escrita alfabético,

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Reflexão do texto Praticas de linguagem oral e alfabetização inicial na escola : perspectiva sociolinguistica

Na aula do dia 18/06/09 foi debatido o texto do livro TEBEROSKY,Ana. GALLART, Marta S. et. al. Contexto de Alfabetização inicial. Trad. Francisco Settineri, Porto Alegre: Artmed, 2004. (p.85-98)

Jacobson, neste texto, parte do marco sociolinguistico que analisa o uso da linguagem tanto influenciando como influenciada por forças politicas e sociais. além disso, afirma que a alfabetização e a identidade social surgem simultaneamente e as habilidades necessárias para manejar esta identidade social por meio do uso da escrita são mais complexas e não se reduzem a saber simplesmente um manejo de regras sobre as letras.
O autor se refere a múltiplas alfabetizações, tendo em vista uma perspectiva mais antropológica, isto é, se pensarmos nas praticas de leitura e escrita localizadas em tempos e espaços concretos a possibilidade de um único padrão de alfabetização se torna inviável.
A relação do individuo com a leitura e a escrita varia conforme a origem social deste sujeito, por exemplo: uma criança oriunda de uma família de baixa renda não terá o mesmo habito de leitura de uma criança oriunda de uma família de classe media alta, tendo em vista este aspecto os docentes segundo o autor deveriam estar atentos as variações nas formas com que se utiliza da escrita procurando entender as praticas de leitura e escrita das crianças nos contextos das praticas de suas comunidades.
Se o contexto de alfabetização familiar for parecido com o contexto de alfabetização escolar, a transição torna-se mais fácil para as crianças, e o oposto é problemático, pois se o individuo não possuir praticas letradas que estejam de acordo com aquilo que a escola espera é provável que este sujeito encontre muita dificuldade de ser adaptar e talvez seja este um dos motivos mais graves que originam o fracasso escolar, a repetência, a reprovação e a evasão, não é uma questão se o aluno é capaz de aprender ou não, pois todos os indivíduos são capazes de aprender, até mesmo portadores de necessidades especiais, entretanto, a questão é: este aluno corresponde as exigências que a escola impõe a ele? a instituição escolar reconhece os conhecimentos deste individuo ou o rotula como problemático ou com deficiência e não faz nada para ajuda-lo a desenvolver suas potencialidades.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

04/06/09 1° Socialização dos Portfólios Eletronicos

No dia 04/06/09 ocorreu a 1º socialização dos portfólios eletrônicos, o professor enviou aos alunos, por e-mail, uma Ficha de Avaliação, as quais foram preenchidas pelos discentes para o dia da socialização, nestas fichas haviam os critérios para avaliar o processo do ensino aprendizagem, isto é, esta avaliação é fundamentada na avaliação formativa, as perguntas a se fazer nesta auto avaliação eram as seguintes: De que maneira as minha produções no portfólio eletrônico ao longo deste semestre tem atendido as exigências dos descritores, dos propósitos gerais e do propósito individual? Quais as dificuldades encontradas neste processo? De que forma essas dificuldades poderiam ser superadas? todos os alunos tiveram oportunidade de colocar suas impressões, dificuldades; como a de uma estudante que não sabia colocar vídeo em seu blog, ou melhor, tinha bastante dificuldades, entretanto o professor e os alunos deram sugestões a aluna para que a mesma pudesse avançar no processo de ensino aprendizagem,pois a aticulação das reflexões e conhecimetos adquiridos na sala de aula podem ser complementados com os recursos audio-visuais. Houve espaço para se evidenciar superações como a da estudante Emile que descobriu como inserir slides no Blog e posteriormente colocou no blog dela a dica para os demais colegas de como fazer slides no portfólio eletronico,ou seja,tendo em vista toda esta articulação entre professor e alunos e entre alunos e alunos, não somente nesta socialização, mas em todo o processo, na sala de aula, no laboratório de informática da faculdade, entre outros, pôde -se observar na pratica, o real objetivo desta eficiente e fantástica avaliação formativa, que não observa o erro e as dificuldades pela ótica da exclusão, mas sim pela ótica da inclusão, isto é, nesta avaliação as dificuldades tem que ser superados sim, no entanto, cada individuo tem o seu tempo para assimilar o conteúdo não tem como padronizar, pois se pensar nesta lógica a exclusão e inevitável, neste sentido observa-se esta socialização como um importantíssimo instrumento para diagnosticar o desenvolvimento de cada discente no processo de ensino aprendizagem, bem como a articulação entre os estudantes afim de que possam perceber em que medida estão avançando no processo,e o que podem fazer para ajudar o colega que encontra dificuldades, o balanço final desta 1º socialização foi positivo observa-se que todos os discentes, ou pelo menos a grande maioria, assumiram o desafio de fazer uso dos recursos tecnológicos para expor os conhecimentos pré- adquiridos ao longo da vivência na escola, faculdade, na vida profissional, e nos diversos espaços do cotidiano e os apreendidos nas aulas, por meio da leitura dos textos, bem como os debates e pesquisas em outras fontes.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Gêneros Textuais e Tipologia de Texto






Observa-se que até mesmo no meio académico e teórico os conceitos de gêneros textuais e tipos de textos são, bem complexos e, no senso comum,são bastantes confundidos entre si, sendo assim acaba por dificultar o trabalho em Língua Portuguesa com ambos, o que, por sua vez, influencia negativamente no processo de construção do conhecimento. desta forma trazendo a contribuição de Marcushi pode-se observar que os gêneros Textuais “... não são entidades naturais, mas artefatos culturais construídos historicamente pelo ser humano”, bem como “...apresentam características sócio comunicativas definidas pelos conteúdos, propriedades funcionais, estilo e composição característica”. isto é, percebe-se que os generos textuais não são estáticos e limitados, pois a cada dia novas formas, novos meios ou canais de comunicação são inventados, para exemplificar pode-se destacar a Internet com o e-mail, os chats, o msn, o blog, os sites de relacionamento, as redes socais, o SMS, entre outros, ou seja, é evidenciado por meio dessas novas tecnologias, outras formas e meios de comunicação na sociedade e, são os próprios indivíduos que constroem estas alternativas, e o que e veiculado nesses meios vai depender do propósito do gênero textual, ou seja, uma carta possui uma determinada função, uma embalagem de produto possui finalidade diferente, assim como os sites de redes sociais colaborativas na interne, onde os indivíduos interagem tendo um objetivo em comum, dentro de um genero pode haver vários tipologias de texto. E o termo Tipologia Textual, “é usado para designar uma sequência teoricamente definida pela natureza linguística de sua composição (aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações lógicas) As tipologias textuais são; narração, argumentação, descrição, injunção e exposição. faz-se necessário que o docente se aproprie dessas diferentes gêneros textuais e trabalhe com seus alunos apresentando as tipologias inseridas nos generos, no sentido de que os discentes percebam tanto as funções comunicativas de cada gênero como também a tipologia de texto que esta sendo predominante no gênero textual.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Video sobre o texto Contexto de Alfabetização

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Na aula do dia 28/05/09 discutimos o texto "Contextos de alfabetização na aula", de Ana Teberosky e Núria Ribera. (TEBEROSKY, Ana. GALLART, Marta Soller. et. all. Contextos de alfabetização inicial. Porto Alegre: Artmed, 2004) e um dos pontos mais interessantes que foi evidenciado no texto foi a questão de que o professor fundamentado na concepção sócio-construtivista assume o papel de mediador, pois nessa perspectiva o conhecimento ocorre por meio da interação entre o individuo e o meio, no qual o mesmo esta inserido, nesta perspectiva é fundamental ter noção de como a interação entre docente e discente e entre discente e discente pode ser benéfico para o bom rendimento e aproveitamento dos estudos pelo aluno, bem como seu desenvolvimento, e a melhora do processo de ensino aprendizado, aproveitando os conhecimentos que o aluno já possui e complementar com novos conhecimentos

Neste vídeo é apresentado a pratica docente de uma professora, aproximação a linguagem escrita é o foco da atividade na pratica de Maria Lucia, trata-se da produção de texto oral com destino escrito, nesta atividade as crianças elaboram um texto oral que é escrito no quadro pela professora, a professora argumenta que ditar uma história conhecida faz com que as crianças usem expressões próprias da linguagem escrita, nesta atividade ao invés de continuar no famoso ai... ai... que geralmente as crianças fazem, o docente pode negociar com as crianças outras formas para dar continuidade a história, como por exemplo: derrepente, então entre outros,isto é, usando diferentes marcadores textuais. A historia que a professora começou na aula anterior e dar continuidade com a turma é a da chapeuzinho vermelho, segundo a professora as crianças devem ditar um texto com o qual tenha uma familiaridade, a professora negocia com a turma a passagem de termos proprios da linguagem oral para a escrita relendo o texto e questionando se ele não pode ser melhor elaborado

Telma Weisz para a revista Nova Escola



Este vídeo é sobre a construção da escrita foi realizado há 20 anos para a fundação de desenvolvimento da educação






A prof.Dr: Telma Weisz explica que a menor unidade que se ouve é a sílaba, não ouvimos os fonemas, os unicos fonemas que ouvimos são as vogais isoladas, as consoantes precisam de uma vogal para serem emitidas, então para poder aprender a escrever em um sistema alfabético o individuo tem que fazer uma construção que tenha uma lógica mas que não é perceptível, o individuo não ouve a unidade de som que corresponde a letra, o sistema alfabético tem que ser deduzido logicamente, até o sistema silábico o individuo tem a percepção como suporte, no sistema alfabético já não mais.



Telma fala a respeito do erro construtivo, isto é, o erro que não se fixa, que é necessário para que a aprendizagem aconteça, a professora fala que este pensamento de que o erro não se fixa era questionado até sua pesquisa pois a pedagogia da alfabetização estava baseada na memorização das letras na idéia de que o docente ensina a juntar e no cuidado para que o erro não apareça porque do mesmo jeito que se fixa mentalmente na memória a escrita correta se fixaria também a escrita errada, essas eram as hipóteses, com as quais as pessoas trabalhavam até esta investigação, Weisz fala a respeito da linha de alfabetização de origem americana aderida por Lourenço filho no método do ABC, trabalhava com a idéia de que era preciso desenvolver algumas funções chamadas psico-neurológicas para que a criança pudesse aprender, esta hipótese vai até Ana Maria Poppovic, Telma argumenta que havia um teste onde era exigido apenas exercícios motores sem nenhum contato com a pratica da leitura e escrita, e isso foi uma tragédia para muitas crianças, pois segundo esta concepção a criança tinha predisposição para aprender ou não.